Estimado leitor,
Nesta mensagem serão colocados alguns excertos de texto do capítulo 8
-reflexão dos alunos do ensino fundamental sobre preconcepções avaliativas- do
livro Avaliação como apoio à aprendizagem...
“Para a grande maioria dos alunos do ensino fundamental* (…), a avaliação
costuma ser associadas a sentimentos de reações de “nervosismo”, como expressam
vários alunos:
«Quando a professora diz que temos que fazer a avaliação, fico muito
nervosa, sinto calafrios e peso na consciência.»
(…)
(…)
Além do nervosismo, os alunos dessa etapa costumam equiparar a avaliação a
medo, preocupação relacionada com «Serei aprovado ou reprovado na prova». Mas
também comparam avaliação com cansaço (…), e finalmente associam com a ideia de
«descanso», pelo dever cumprido” (Ballester et al, 2003,p.96).
Categorias relacionadas com os processos mentais que a avaliação implica
"Observamos que o vocábulo mais usado entre os alunos é o que se refere a «estudar», assim o expressa a maioria deles:
(...) «Que é preciso estudar muito para ser aprovado.»
(...)
Logo seguem, em ordem de importância, outras classificações de avaliação, como repassar, memorizar, recordar, aprender, concentrar-se e, por último, pensar" (Ballester et al, 2003,p.98).
Categorias associadas com o cráter de antecipar o resultado da avaliação
"Para alguns alunos, a avaliação costuma associar-se com a probabilidade de «ser ou não aprovado», se «passará de ano» ou se «terá se saído bem»."(Ballester et al, 2003,p.99).
Categorias relacionadas com os aspectos considerados na hora de avaliar
"(...) O peso da prova ocupa um primeiro plano, seguido, em ordem de importância, pela caderneta, os trabalhos, o interesse, o comportamento e a atitude. Assim o expressam alguns alunos:
«Penso em ter uma atitude correta porque isso conta muito na nota.»
«A prova, o interesse, o comportamento, a caderneta são coisas que a professora considera na hora de avaliar (é o que ela diz).» " (Ballester et al, 2003,p.100).
Categorias relacionadas com as consequências da avaliação
"Para parte dos alunos, a avaliação apresenta conotações muito negativas: «Se rodo, tenho que estudar no verão». Do mesmo modo, também seguem apreciações da avaliação unidas a «castigos» por rodar, a «ter que suportar o sermão», «ter que copiar», «muito dever para fazer em casa». Assim o expressa um aluno do ensino fundamental:
«Meus pais me castigam e brigam muito comigo quando sou reprovado. Meu pai me toma os cartuchos e não posso jogar video game.» " (Ballester et al, 2003,p.100).
Categorias que relacionam a avaliação com a aceitação ou reconhecimento social
"Alguns alunos vêem na avaliação a estratégia que lhes pode possibilitar maior auto-estima, o reconhecimento de seu valor pessoal, etc. Assim o expressam as seguintes frases de alunos do ensino fundamental:
(...)
«Quando chego em casa e mostro a nota boa que tirei, meus pais ficam muito contentes e às vezes até me dão presentes. Meus pais sempre dizem que tenho que estudar muito porque eles querem que tire notas boas» ". (Ballester et al, 2003,p.100).
Categorias relacionadas com os processos mentais que a avaliação implica
"Observamos que o vocábulo mais usado entre os alunos é o que se refere a «estudar», assim o expressa a maioria deles:
(...) «Que é preciso estudar muito para ser aprovado.»
(...)
Logo seguem, em ordem de importância, outras classificações de avaliação, como repassar, memorizar, recordar, aprender, concentrar-se e, por último, pensar" (Ballester et al, 2003,p.98).
Categorias associadas com o cráter de antecipar o resultado da avaliação
"Para alguns alunos, a avaliação costuma associar-se com a probabilidade de «ser ou não aprovado», se «passará de ano» ou se «terá se saído bem»."(Ballester et al, 2003,p.99).
Categorias relacionadas com os aspectos considerados na hora de avaliar
"(...) O peso da prova ocupa um primeiro plano, seguido, em ordem de importância, pela caderneta, os trabalhos, o interesse, o comportamento e a atitude. Assim o expressam alguns alunos:
«Penso em ter uma atitude correta porque isso conta muito na nota.»
«A prova, o interesse, o comportamento, a caderneta são coisas que a professora considera na hora de avaliar (é o que ela diz).» " (Ballester et al, 2003,p.100).
Categorias relacionadas com as consequências da avaliação
"Para parte dos alunos, a avaliação apresenta conotações muito negativas: «Se rodo, tenho que estudar no verão». Do mesmo modo, também seguem apreciações da avaliação unidas a «castigos» por rodar, a «ter que suportar o sermão», «ter que copiar», «muito dever para fazer em casa». Assim o expressa um aluno do ensino fundamental:
«Meus pais me castigam e brigam muito comigo quando sou reprovado. Meu pai me toma os cartuchos e não posso jogar video game.» " (Ballester et al, 2003,p.100).
Categorias que relacionam a avaliação com a aceitação ou reconhecimento social
"Alguns alunos vêem na avaliação a estratégia que lhes pode possibilitar maior auto-estima, o reconhecimento de seu valor pessoal, etc. Assim o expressam as seguintes frases de alunos do ensino fundamental:
(...)
«Quando chego em casa e mostro a nota boa que tirei, meus pais ficam muito contentes e às vezes até me dão presentes. Meus pais sempre dizem que tenho que estudar muito porque eles querem que tire notas boas» ". (Ballester et al, 2003,p.100).
*Ensino para crianças entre os 6 e os 14 anos. O Ensino fundamental é
equivalente ao Ensino Básico(1º ano até ao 9º ano) em Portugal.
Referências Bibliográficas:
Ballester, M., Batalloso, J. et al (2003). Avaliação como apoio à aprendizagem. Brasil: Artmed Editora.
A avaliação tem de ser, no nosso entender, algo que faz parte da evolução do ser humano. E isso acontece desde que nasce até que morre. Estamos constantemente a ser avaliados, com mais ou menos implicações no decorrer da nossa vida. Parece-nos lógico que só evoluímos, crescemos, aprendemos quando percebemos que ainda não sabemos algo. Todavia, a forma como chegamos à conclusão disso pode ser diferente. Temos a certeza que a única forma de criar aprendizagem é envolvendo o aluno neste processo. Talvez os testes, momentos de avaliação pré-definidos e sempre iguais causem este tipo de sentimentos assim como pouco envolvimento do aluno (que até pode estudar mas é para um momento!). Então parece-nos que talvez seja a conotação que se dão a estes momentos que não é a correta desde o início. Não se diz ao aluno que ele será sujeito a uma avaliação para posteriormente rever conhecimentos ainda não adquiridos, mas sim que ele não sabe esses conhecimentos. Claro que numa avaliação ideal o professor deveria propor ao aluno um plano que o fizesse evoluir nas suas maiores dificuldades, mas...não acontece. De qualquer forma, aqui muitos outros fatores se impõe...e a verdade é que a classe docente não tem, neste momento, em Portugal a vida facilitada. Avaliar para formar parece-nos um lema bem mais interessante que Avaliar para Ordenar!
ResponderEliminarPara perceber um pouco melhor como as emoções influenciam os alunos e o seu processo de ensino e aprendizagem, sugerimos a leitura dos seguintes textos:
ResponderEliminar1- http://recil.grupolusofona.pt/jspui/bitstream/10437/3069/1/Magalhaes.pdf
2- http://meuartigo.brasilescola.com/educacao/o-processo-emocional-no-desenvolvimento-aprendizagem.htm
Muitas vezes as dificuldades na aprendizagem caminham lado a lado com os problemas emocionais. Variadas emoções e comportamentos manifestam-se através da dificuldade na escola e ganham forma no insucesso escolar.
ResponderEliminarPerceber o porquê dos jovens, diante da aprendizagem e posterior avaliação da mesma, criarem resistências e bloqueios pelos medos e ansiedades que tal situações lhes provocam pode tornar-se um processo bastante complexo.
Os jovens desenvolvem-se de acordo com as situações de vida que presenciaram. Muitas vezes a aversão que estes têm a testes, trabalhos, “avaliações” são causados por ideias que lhes foram transmitidas resultantes de relações de causalidade mal interpretadas.
Muitas vezes, os pais e os profissionais de educação também ficam muitas vezes sem saber o que fazer, perante estas dificuldades que por vezes surgem no decorrer do processo de ensino e aprendizagem.
Na generalidade dos casos não são as lacunas a nível cognitivo, mas sim a ausência de um bem-estar emocional que faz com que o jovem não se sinta disponível interiormente para ser avaliado. Estão muitas vezes preocupados com outras coisas, cheios de outras coisas, coisas que perturbam, logo não existe espaço para mais nada, e o processo de avaliação pode por vezes despertar emoções difíceis de comportar.
Aprender a lidar com as emoções dos alunos e ensinar os mesmos a lidar com elas é um verdadeiro desafio para os professores.