segunda-feira, 13 de maio de 2013

Feedback para uma aprendizagem autónoma

Para quem esteja interessado no feedback e a sua realização, é útil o artigo de David J. Nicol e Debra Macfarlane-Dick (2006) que encontra-se disponível no seguinte link: 
http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/03075070600572090#.UZDoEkrez6k
Neste artigo explicam o que é o feedback e quando é útil para tornar a aprendizagem dos alunos mais autónoma... Para este objetivo dão 7 dicas práticas sobre a realização do feedback.

Abstract

The research on formative assessment and feedback is reinterpreted to show how these processes can help students take control of their own learning, i.e. become self‐regulated learners. This reformulation is used to identify seven principles of good feedback practice that support self‐regulation. A key argument is that students are already assessing their own work and generating their own feedback, and that higher education should build on this ability. The research underpinning each feedback principle is presented, and some examples of easy‐to‐implement feedback strategies are briefly described. This shift in focus, whereby students are seen as having a proactive rather than a reactive role in generating and using feedback, has profound implications for the way in which teachers organise assessments and support learning.

(http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/03075070600572090#.UZDoEkrez6k [accesso: 13/05/2013])

1 comentário:

  1. Sadler foi o primeiro a teorizar a importância do feedback na aprendizagem. As respostas que os alunos recebem dos professores vão ditar os seus comportamentos futuros face ao processo de aprendizagem. No nosso ponto de vista, este é um dos processos mais dificeis no ensino e aprendizagem e também um dos que mais falha.

    O feedback pode tornar-se num processo bastante complexo, pois cada aluno tem um ritmo próprio e uma representação mental única, tendo o professor de adaptar-se ao estilo de cada um.

    Um ciclo de feedback só é concluído quando o estudante refletiu e agiu sobre o mesmo. O aluno avalia se a resposta que obteve satisfaz o seu desequilíbrio inicial assim como pondera se voltará ou não a colocar questões, se valerá a pena continuar a trabalhar com o mesmo empenho, entre outros (Evaluating the process).

    Todo este processo envolve também a parte emotiva do aluno. As emoções têm um grande poder no processo de aprendizagem dos alunos, elas podem leva-los a altos níveis de rendimento mas também podem deitar no lixo um grande esforço intelectual, tornando-o por vezes bastante inútil. Emoções como interesse, entusiasmo e curiosidade, que estimulam o trabalho e esforço do aluno, e outras como medo e ansiedade, que diminuem o seu rendimento, intervêm sempre no processo cognitivo.

    Já no que respeita aos professores, estes sentem-se vulneráveis quando bombardeados com uma série de questões da audiência e é muito mais fácil ensinar quando não se tem de lidar com uma panóplia de perguntas e dúvidas, no entanto, quem deverá estar no centro é o aluno e por isso mesmo o professor deve preocupar-se em garantir que o mesmo tem um bom desenvolvimento.

    Nós como futuros professores devemos ter em atenção este aspeto tão importante.

    ResponderEliminar