O artigo,públicado no ano 1998 por Paul Black e Dylan William, resume a literatura atual sobre a avaliação formativa no contexto escolar. Trata, especialmente, a função do feedback como instrumento de aprendizagem e da avaliação. Também se oferecerem explicações de diferentes tipos de feedback.
No seguinte link encontram o pdf com o texto completo.
http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/0969595980050102#.UZDrS0rez6k
Boas leituras!
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Avaliação e aprendizagem na sala de aula - Paul Black e Dylan William
Feedback para uma aprendizagem autónoma
Para quem esteja interessado no feedback e a sua realização, é útil o artigo de David J. Nicol e Debra Macfarlane-Dick (2006) que encontra-se disponível no seguinte link:
http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/03075070600572090#.UZDoEkrez6k
Neste artigo explicam o que é o feedback e quando é útil para tornar a aprendizagem dos alunos mais autónoma... Para este objetivo dão 7 dicas práticas sobre a realização do feedback.
(http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/03075070600572090#.UZDoEkrez6k [accesso: 13/05/2013])
http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/03075070600572090#.UZDoEkrez6k
Neste artigo explicam o que é o feedback e quando é útil para tornar a aprendizagem dos alunos mais autónoma... Para este objetivo dão 7 dicas práticas sobre a realização do feedback.
Abstract
The
research on formative assessment and feedback is reinterpreted to show
how these processes can help students take control of their own
learning, i.e. become self‐regulated learners. This reformulation is
used to identify seven principles of good feedback practice that support
self‐regulation. A key argument is that students are already assessing
their own work and generating their own feedback, and that higher
education should build on this ability. The research underpinning each
feedback principle is presented, and some examples of easy‐to‐implement
feedback strategies are briefly described. This shift in focus, whereby
students are seen as having a proactive rather than a reactive role in
generating and using feedback, has profound implications for the way in
which teachers organise assessments and support learning.
(http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/03075070600572090#.UZDoEkrez6k [accesso: 13/05/2013])
Approaches to Alternative Assessment - Else Hamayan (1995)
No link encontra-se um artigo de Else Hamayan, publicado em 1995, que trata a utilização de métodos de avaliação alternativa no ensino de línguas. O artigo contem muitas dicas práticas sobre a forma de como utilizar esse métodos no contexto escolar.
https://docs.google.com/file/d/0B-Ymn9HxDa24VExmd1VuZEk2MDg/edit?usp=sharing
https://docs.google.com/file/d/0B-Ymn9HxDa24VExmd1VuZEk2MDg/edit?usp=sharing
Nota: Ao clicar
no link vai abrir uma página onde o ficheiro está guardado. Para conseguir ver
os comentários feitos por nós deverá fazer Ctrl + S - assim pode 1) só abrir o
ficheiro ou 2) transferir o ficheiro ao seu computador.
Avaliação Alternativa – Forum de Ideias
Neste espaço
gostavamos de unir ideias prátcias sobre como pode ser realizada uma cultura
nova da avaliação na escola e concretamente na sala de aula. O objetivo aquí não
é escrever um artigo científico, nem dizermos que as ideias são nossas. Pelo
contrario, tentamos descrever as nossas próprias experiencias para demostrar
que a avaliação alternativa não existe só na teoria e que realmente funcionam. Começamos
a expôr algumas e contamos com a colaboração de vocês para amplificar o quadro.
-
Avaliação por módulos
- Exames em dois fases
- Portfolios
- Autoavaliação
- Peer-Feedback- Tarefas de casa por etapas
- Peer-Feedback- Tarefas de casa por etapas
Métodos de avaliação e as nossas perspetivas - Forum de ideias 2
-
Avaliação por módulos
A minha experiencia como aluna
sobre este tipo de avaliação foi numa aula de matemática, mas acho que
presta-se para todo tipo de disicplina. No meu caso foi assim: no começo do ano
a professora deu nos um esquema onde aclarava a avaliação e os conteudos de
cada módulo. Distinguía entre “módulos essencias” e “módulos de amplificação”.
Para obter uma nota positiva média (equivalência
portuguêsa: 11-13) era pressiso atingir todos
os “modulos essencias”. Para uma média baixa (10) necesstiava-se o 80% dos
modulos essencias e para uma nota boa
(14-17) ou muito boa (18-20) tinham se atingir também varios dos modulos de
amplificação. Os módulos essencias cubriam tudo o que tinhamos de aprender no
ano- enquanto os módulos de amplificação eram diferentes tarefas: podiam ser
excercicios mais dificeis e complexos mas também tarefas extra, como fazer uma apresentação
dum tema matemático em inglês, ou desenhar uma casa e calcular as suas medidas
etc. Deste modo, os alunos sabiam sempre com que nota iam ficar, ja que era
totalmente transparente para eles o que tinham de fazer para obté-la.
Agora, o método
de comprovar se compreendiamos os conteúdos dos módulos essencias não era
totalmente inovador- eram testes com exercicios. MAS tinhamos varias
oportunidades para tentar atingir cada módulo. É dizer, que no primeiro teste,
tinhamos exercicios para os módulos 1-5, e no caso de só resolver positivamente
os módulos 1,2 e 4 podiamos, noutro teste, repeter os módulos 3 e 5. Isto era
possível ate 4 vezes de forma escrito ou também oral. Para os módulos de
amplificação tinhamos datas de entrega e era a nossa decisção aproveitar-as ou
não. O seja quem esteve contente com uma nota média, não tinha de fazé-las.
Opinião dos
alunos:
positivo: o sistema estava a
favor de gente, como eu, que necessitam mais tempo para resolver os exercicios.
Cada pessoa podia trabalhar ao seu ritmo. Também diminuia o medo da situação
avaliadora, porque sempre tinhamos mais do que uma oportunidade de fazer o
mesmo módulo.
negativo: na opinão dos alunos
que com outro professor podiam ter atingido uma nota positiva média (10-13) com
só aprender de cor os exercicios feitos
durante as aulas ou sistema era horrível porque não fazia sentido estudar de
cor ja que tudos tinham de aprovar tudos os módulos essencias (ou seja como
mínimo o 80%).
- Exames em dois fases
Os exames em dois fases têm uma
grande vantagem: é muito fácil realizá-los sem mudar a estrutura da organização
escolar. Funcionam de seguinte forma: Os alunos têm um teste normal e entregam
os seus trabalhos no tempo definido. MAS, depois dum espaço de tempo
predefinido, recevem os seus trabalhos novamente e dispõem de 15 minutos para
melhorá-lo. O espaço do tempo de intervalo pode variar entre uma hora e uma
semana. O professor, neste tempo, normalmente não olha para os trabalhos. Está
claro que os alunos conseguem falar com outros no tempo intermedio e também têm
a possibilidade de consultar diferentes meios. Pode-se pedir aos alunos usarem
outra caneta ou um lápis para fazer as mudanzas visivéis, mas não é necessario,
e normalmente só se avalia o trabalho final.
Vantagens: O projeto e fácil de
realizar ja que basta trocar uma hora com outro professor ou nem isso- pode usar-se
a aula a seguir (na outra semana) para dar o tempo de melhoria; o momento da
avaliação perde o susto, porque não é tão definitivo; a avaliação na escola
aproxima-se à realidade extra-escolar, onde ninguém entrega um trabalho sem
consultar um diccionário ou uma enciclopédia.
Desvantagens: Necessita-se mais tempo para realizar o teste; o teste têm de
ser consturido de forma que não se pode aprender de cor as soluções, porque
neste caso perderia todo sentido.
- Portfolios
Os portfolios são um método de
avaliação alternativa ja muito conhecido. Básicamente consiste numa compilação
de trabalhos realizados pelo aluno, que foram melhorados também por ele, em
diferentes etapas. O portfolio inclui todas as versões dos trabalhos- do
primeiro esboço até à versão final e regista assim o progresso do aluno e dos
seus trabalhos. Além disso muitas vezes pede-se aos alunos para escreverem um
texto reflexivo onde ponderam sobre como se sentiam com a composição do
portfolio em geral e dos trabalhos específicos.
Vantagens: os portfolios dão maior libertade ao aluno – pode incluir textos
ou trabalhos que ele mesmo escolhe, e tem sempre a possiblidade de melhorar os
seus trabalhos- ele é quem decide quando o trabalho está terminado. – Os alunos
têm de organizar o seu tempo e ponderar sobre o que incluem e o que deixam fora
do portfolio- assim partilha-se a responsabilidade con eles.
Desvantagens: corrigir e re-corrigir as diferentes versões dos trabalhos é
uma grande carga de trabalho para o professor, já que não é suficiente pôr uma
nota, se não, dar um feedback útil para o aluno, inclusive ideias de melhoria.
Necessita-se também tempo para acostumar os alunos a esta forma de trabalhar.
- Autoavaliação
Empregar diferentes momentos de
autoavaliação na rotina escolar pode ter um efeito motivador nos alunos. É
necessario eles conhecerem com perfeção
os critérios da avaliação. – O que se comprende como um bom trabalho. A
autoavaliação não significa dar toda a responsabilidade ao aluno, mas
partilhá-la com ele, e criar uma base para a conversação sobre os trabalhos. A
transparencia na avaliação é indispensável para poder realizar este método.
Vantagens: Os alunos estão obrigados a pensar
sobre as suas capacidades de forma razonável.
Desvantagens: Pode consumir
muito tempo.
- Peer-Feedback- excemplo das tarefas de casa por etapas
Geralmente “peer-feedback” quer
dizer que pessoas que pertencem ao mesmo grupo (de idade, da aula...) dão um
feedback. Pode-se realizar de forma anónimizada (por exemplo utilizar “códigos”
ou símbolos no lugar dos nomes) ou não. É importante aclarar também a forma de dar o feedback à outra
pessoa que vai ser avaliada.
No caso das
tarefas de casa por etapas os alunos primeiro realizam a tarefa até certa data.
Logo trocam-se os trabalhos com outros (de forma aleatória) e estos outros as
corrigem, inclusive sugestões de melhoria. Logo os autores primários têm outra
possibilidade de reformar os seus trabalhos guiando-se pelas sugestões dos
peers.
Vantagens:
Minimização do susto da avaliação; aproximação à realidade (consulta, tempo de
ponderação); acrescimento de responsabilidade dos alunos – para eles mesmos e
para os outros; desenvolvimento das competências de comunicação e das
competências socias...
Desventagens: ???
- Utilização de meios de ajuda nos exames
Os alunos estão autorizados de
utilizar diferentes meios de consulta no momento da avaliação. Istos podem ser
dicionários, colecções de fórmulas, mapas, etc.
Vantagens: Aproximação à realidade, é necessário os
alunos desenvolverem a sua capacidade mediática para isso, já que não é suficiente
só trazer o meio- quem não sabe utilizá-lo, perde demasiado tempo com a pesquisa.
A realização deste método é simples e não precisa mudanças na estrutura.
Desvantagens: O teste tem de ser desenhado para tal condição – não basta
fazer perguntas simples.
Questão
Qual é a tua opinião sobre as nossas sugestões? Acham útieis?
Que outros métodos conhecem?
Um exemplo...A Maria aluna com necessidades educativas especiais!
Neste link
https://docs.google.com/file/d/0BxiGiIrMAbuzOFpaZ0FnTEZqREk/edit?usp=sharingapresentamos uma dissertação escrita sobre José Silva intitulada de "Necessidades Educativas Especiais/Dificuldade de Aprendizagem Especifica / Dislexia".
É um texto muito interessante para professores e futuros professores, pois permite-nos "ver" de que forma se deve proceder quando temos nas nossas mãos alunos com um problema como a dislexia... Neste texto também nos é dado um exemplo de uma aluna-a Maria- e como adaptaram os processos de avaliação a essa mesma aluna.
Nota: Ao clicar
no link vai abrir uma página onde o ficheiro está guardado. Para conseguir ver
os comentários feitos por nós deverá fazer Ctrl + S - assim pode 1) só abrir o
ficheiro ou 2) transferir o ficheiro ao seu computador.
O que a lei portuguesa prevê caso haja alunos com necessidades educativas especiais
No Decreto de lei nº 3/2008 refere como proceder caso tenhamos nas nossas turmas alunos com necessidades educativas especiais. Neste mesmo decreto de lei, artigo 20º é previsto a adequação no processo de avaliação em alunos com necessidades educativas especiais.
Passamos a citar o que esse artigo nos diz:
"1 — As adequações quanto aos termos a seguir para a
avaliação dos progressos das aprendizagens podem consistir, nomeadamente, na alteração do tipo de provas, dos instrumentos de avaliação e certificação, bem como das condições de avaliação, no que respeita, entre outros aspectos, às formas e meios de comunicação e à periodicidade, duração e local da mesma.
2 — Os alunos com currículos específicos individuais não estão sujeitos ao regime de transição de ano escolar nem ao processo de avaliação característico do regime educativo comum, ficando sujeitos aos critérios específicos de avaliação definidos no respectivo programa educativo individual."
avaliação dos progressos das aprendizagens podem consistir, nomeadamente, na alteração do tipo de provas, dos instrumentos de avaliação e certificação, bem como das condições de avaliação, no que respeita, entre outros aspectos, às formas e meios de comunicação e à periodicidade, duração e local da mesma.
2 — Os alunos com currículos específicos individuais não estão sujeitos ao regime de transição de ano escolar nem ao processo de avaliação característico do regime educativo comum, ficando sujeitos aos critérios específicos de avaliação definidos no respectivo programa educativo individual."
Caso esteja interessado em ler o decreto de lei deixamos aqui o link
http://dre.pt/pdf1s/2008/01/00400/0015400164.pdf
"Que razões determinaram a publicação de normas legais para a avaliação dos alunos com necessidades educativas especiais?"
"A avaliação é um elemento integrante e regulador da prática educativa tendo como finalidade, entre outras, o reajustamento dos projetos curriculares de escola e de turma, nomeadamente quanto à seleção de metodologias e recursos em função das necessidades educativas dos alunos. Sendo um suporte à tomada de decisões para a qualidade das aprendizagens, a avaliação constitui um direito fundamental que deve ser garantido a todos os alunos. A necessidade de publicação de disposições legais que regulamentassem a avaliação dos alunos com necessidades educativas especiais decorreu da identificação de lacunas nos processos desenvolvidos por alguns agrupamentos de escolas. Com efeito, ainda que a avaliação destes alunos se encontrasse prevista no Decreto-Lei n.º3/2008, de 7 de Janeiro, a existência de informação lacunar quanto a procedimentos a observar, originou a adoção de diferentes práticas neste domínio, algumas das quais com consequências lesivas para os alunos.
O Despacho Normativo n.º 6/2010, de 19 de Fevereiro, veio regular o processo de avaliação dos alunos com necessidades educativas especiais, clarificando e prestando informação adicional relativa ao processo de avaliação estabelecido no Decreto-Lei nº3/2008 e, deste modo, garantindo o direito de todos os alunos à avaliação".
O Despacho Normativo n.º 6/2010, de 19 de Fevereiro, veio regular o processo de avaliação dos alunos com necessidades educativas especiais, clarificando e prestando informação adicional relativa ao processo de avaliação estabelecido no Decreto-Lei nº3/2008 e, deste modo, garantindo o direito de todos os alunos à avaliação".
Esta informação encontra-se no seguinte link:
Subscrever:
Comentários (Atom)